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Geral 31 de Maio de 2019

Pneumologista do HUST alerta para os danos causados aos pulmões pela exposição ao tabagismo

O dia 31 de maio é o Dia Mundial Sem Tabaco. A campanha, criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) neste ano tem como tema: "Tabaco e saúde pulmonar" com o objetivo de alertar quais são os danos causados aos pulmões pela exposição ao tabagismo, seja ativo ou passivo. O Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST), apoia a campanha e por meio do médico pneumologista Adriano Rieger traz algumas informações a respeito dos malefícios do uso do tabaco, que conforme dados da Organização Mundial da saúde (OMS), é atualmente responsável por 6 milhões de mortes no mundo a cada ano, muitas delas prematuras.

De acordo com o médico, o tabagismo está relacionado com várias doenças que poderão manifestar os seus sintomas não exatamente durante o ato ou período em que a pessoa fuma, mas após vários anos de uso ou até mesmo após largar o vício. Entre as doenças respiratórias estão: o câncer de pulmão e o DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - que pode ser compreendida de forma simplificada como um envelhecimento precoce dos pulmões). Outra questão preocupante é o tabagismo passivo na infância ou na gestação. Com relação à infância, estima-se que 165.000 crianças morram antes dos cinco anos de idade por causa de infecções do trato respiratório, enquanto que o fumo durante a gestação pode provocar redução do crescimento dos pulmões e aumento das infecções respiratórias durante a infância e vida adulta, mesmo que esta pessoa não venha a fazer uso de cigarro.

O médico chama atenção ainda, para o fato que, na década de 80 mais de 30% da população adulta fumava e atualmente, em torno de 10% dos adultos fumam, o que demonstra a eficácia das campanhas de conscientização, mas, apesar disso, há preocupação com crianças e adolescentes e um possível aumento do tabagismo nesta faixa etária devido aos cigarros eletrônicos que popularmente são considerados menos maléficos que cigarro tradicional, mas também podem ser perigosos.

— Quem usa esse tipo de cigarro, não está livre de possíveis complicações. Da mesma forma que entre as décadas de 50 e 70 não se tinham estudos sobre os malefícios do cigarro, atualmente ainda não existem pesquisas comprovando a segurança ou riscos dos cigarros eletrônicos. Além disso, eles podem servir como uma “ponte” para criar a dependência química da nicotina com mudança posterior para o cigarro tradicional — afirmou.

Para finalizar, o pneumologista explica que a nicotina diretamente não provoca prazer e somente após a exposição repetitiva à nicotina começamos a ter prazer em fumar pois o nosso organismo produz substâncias que provoquem prazer sempre que oferecemos nicotina para ele, bem como temos desconforto na falta da nicotina, por isso, ressalta:

— Não existe uma quantia segura de cigarro que possa ser consumida sem provocar doenças ou mesmo a dependência química da nicotina. Todo o nosso esforço deve ser para evitar que crianças, adolescentes e mesmo adultos iniciem este hábito. É muito mais fácil não iniciar o tabagismo do que combater uma dependência química que dura por toda a vida da pessoa — concluiu Adriano.